terça-feira, junho 21, 2016

Arte e beleza em ESCADAS




Escadas de Moraga em S. Francisco, EUA
Obra da ceramista Aileen Barr e a artista de mosaico Colette Crutcher uniram forças, trabalhando com mais de 300 voluntários da comunidade durante mais de dois anos até que apresentarem o projeto em agosto de 2005. Tem mais de 2.000 azulejos artesanais, 75.000 fragmentos de azulejos e um total de 163 painéis de mosaicos diferentes, criados, um para cada etapa da elevação.


Foto: www.mymodernmet.com

Foto: email recebido


Escadas em San Juan Gaztelugatxe em Bermeo, Costa de Biscaia, Espanha
Para se visitar San Juan de Gaztelugatxe, um ilhéu que se encontra ligado ao continente por uma estreita língua de terra, tem de se ir a pé tendo de se subir uma longa escadaria de cerca de 231 degraus.


Foto: www.wikimapia.com


Escadas de Selaron Rio de Janeiro, Brasil
Escadaria do Convento de Santa Teresa, também conhecida como Escadaria Selarón, uma obra do artista chileno Jorge Selarón. A escada tem 215 degraus e 125 metros e tem mais de 2 mil azulejos, provenientes de 82 países.


Foto: wikipedia_DonMatas


Escadas do Museu de Arte da Filadélfia, USA 
O Museu de Arte da Filadélfia, foi criado em 1876 e hoje é um dos maiores e mais importantes museus dos Estados Unidos. É conhecido localmente como o The Art Museum e sua coleção abriga mais de 225.000 objetos. Todos os anos, o museu apresenta 15 a 20 mostras especiais e é visitado por cerca de 800000 pessoas. Algumas das maiores e mais famosas mostras, que atraíram centenas de milhares de pessoas de todo o país e de outros lugares do mundo, incluíram as de Paul Cézanne (em 1996, atraindo 548000 pessoas) e de Salvador Dalí (em 2005, atraindo 370000 pessoas).


Foto: photovide.com


Escadas de Guatapé, Colômbia
El Peñón de Guatapé, tem uma escadaria de quase 700 degraus construída em cimento e que permite o acesso ao topo da rocha a 2100 metros acima do nível do mar.


Foto: email recebido


Rainbow Staircase, Wuppertal,  Alemanha
As Escadas Coloridas Holsteiner em Wuppertal são uma obra do artista Horst Gläsker, que para além de as pintar escreveu sobre os 112 degraus, palavras relacionadas com as relações humanas como terror, amor, acusação,confiança, desespero, esperança, vingança, beijo...


Foto: email recebido


Escadas do Poço Iniciático da Quinta da Regaleira, Sintra, Portugal
Monumental escadaria em espiral, com nove patamares que se vão descendo de quinze em quinze degraus, num percurso iniciático de descida até cerca de 27 metros nas profundezas da terra.


Foto: Pessoal


Escadas de Tianmen Shan, China
Localizada no monte Tianmen a sul da cidade de Zhangjiajie, esta incrível escada de 999 degraus, formada em 263AD como o resultado de um evento geológico maciço, tem recantos fascinantes levando a uma porta para o céu. 


Foto: wikipedia_Huangdan2060


Escadas de Schlossberg, Graz, Áustria 
Implantadas no rochedo de Schlossberg Hill e conduzindo até à Torre do Relógio, estas impressionantes escadas em zig-zag, com 260 degraus, permitem aos visitantes usufruirem de uma extraordinária vista de Graz e da área circundante.


Foto: www.interestingworld.org


Escadas de Gardens of Cosmic Speculation, Dumfries, Escócia
A escadaria é uma estrutura extraordinaria subindo de uma grande lagoa terminando num pavilhão. Embora os jardins sejam privados, abrem ao público uma vez por ano. Esta belissima escadaria chamada The Universe Cascade (a Cascata do Universo) tem 25 etapas que representam a evolução do universo ao longo de bilhões de anos. 


Foto: news.buzzbuzzhome.com


Fontes e Fotos: Wikipedia; email recebido; photovide.com; www.wikimapia.com; www.mymodernmet.com; www.interestingworld.org; news.buzzbuzzhome.com; outros net



domingo, junho 19, 2016

Com os olhos na CALÇADA PORTUGUESA


Hoje vamos divagar não com os olhos para além do horizonte, mas com eles virados para o chão, para apreciarmos a beleza e arte da calçada portuguesa.


Com cubos de pedras pretas e brancas se vai fazendo arte no chão. Pássaros, peixes, flores, ou diferentes ondulados, muitos são os motivos artísticos que adornam e embelezam as praças, parques, passeios e outras áreas públicas.


Foto: Luis Ponte

Foto: Fernando Fidalgo


Os mestres calceteiros debruçados sobre o chão, vão com o seu martelo calcetando os espaços preparados com pedras de formato irregular, geralmente de calcário e basalto, formando padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o castanho e o vermelho. Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde.


Fotos: calcadaportuguesa-roc2c.blogspot


No Brasil a sua aplicação pode ser apreciada em projectos como o do calçadão da Praia de Copacabana (uma obra de Roberto Burle Marx) ou nos espaços da antiga Avenida Central, ambos no Rio de Janeiro.




São as cartas régias de 20 de Agosto de 1498 e de 8 de Maio de 1500, assinadas pelo rei D. Manuel I, que marcam o início do calcetamento das ruas de Lisboa, mais notavelmente o da Rua Nova dos Mercadores (antes Rua Nova dos Ferros).



Foto: calcadaportuguesa-roc2c.blogspot


Nessa época, foi determinado que o material a utilizar deveria ser o granito da região do Porto, que, pelo transporte implicado, tornou a obra muito dispendiosa.




O terramoto de 1755, a consequente destruição e reconstrução da cidade lisboeta, em moldes racionais mas de custos contidos, tornou a calçada algo improvável à época.


Foto: calcadaportuguesa-roc2c.blogspot


Em 1842 foi feita em Lisboa uma calçada calcária, já muito próxima da que hoje conhecemos. O trabalho foi realizado por presidiários (chamados "grilhetas" na época), a pedido do Governador de armas do Castelo de São Jorge, o tenente-general Eusébio Pinheiro Furtado. O desenho utilizado nesse pavimento foi de um traçado simples (tipo zig-zag).




Após posteriormente concedidas verbas a Eusébio Furtado para que os seus homens pavimentassem toda a área da Praça do Rossio, uma das zonas mais conhecidas e mais centrais de Lisboa, numa extensão de 8 712 m².




A calçada portuguesa rapidamente se espalhou por todo o país e colónias, subjacente a um ideal de moda e de bom gosto, tendo-se apurado o sentido artístico, que foi aliado a um conceito de funcionalidade, originando autênticas obras-primas nas zonas pedonais.




Fotos: calcadaportuguesa-roc2c.blogspot


Em 1986, foi criada uma escola para calceteiros (a Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa), situada na Quinta Conde dos Arcos.





Da autoria de Sérgio Stichini, em Dezembro de 2006, foi inaugurado o monumento ao calceteiro, na Rua da Vitória (baixa Pombalina), em frente à igreja de São Nicolau.



Foto:lisbon lux magazine


Esta arte é uma herança histórica e ultrapassou fronteiras, sendo solicitados mestres calceteiros portugueses para executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro. A calçada portuguesa espalhou-se por todo o Mundo.



Foto: calcada St. Augustine's Square em Macau


Fontes e Fotos: Wikipedia; http://calcadaportuguesa-roc2c.blogspot.co.uk/; http://www.cm-lisboa.pt/; http://ceuco-portugal.com/; outros




"A arte vence a monotonia das coisas assim como a esperança vence a monotonia dos dias." (Gilbert Keith Chesterton)
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