sábado, outubro 28, 2017

Apreciando o Claustro do Mosteiro dos Jerónimos




Fomos assistir a um Concerto da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos.




Tratava-se do o Concerto Inaugural da temporada 2017/2018



Obras de:
Ludwig van Beethoven Abertura Egmont,
Magnus Lindberg Concerto para Violoncelo e Orquestra N.º 2
Igor Stravinsky Suíte do bailado O Pássaro de Fogo

Maestro Pedro Amaral




O concerto era só às 20 horas mas fomos mais cedo para levantar os bilhetes e aproveitámos para visitar os claustros. Os pormenores dessa visita irei mostrar futuramente, hoje deixo apenas alguns dos meus olhares.










Depois de visitarmos os claustros saímos e fomos lanchar. Quando voltamos para assistir ao concerto já estava a entardecer.





Um concerto lindo e um local tão especial tornaram o nosso serão espetacular.





"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição." Aristóteles

quinta-feira, outubro 26, 2017

A Arte de Imán Maleki

O pintor iraniano Iman Maleki nasceu em 1976 em Teerão. As suas obras são fascinantes impressionam pelos detalhes, perfeição e serenidade que transmitem.



Desde criança que sentiu um fascínio especial pela arte de pintar e aos 15 anos começou a aprender e aprimorar as suas técnicas através de Morteza Katouzian, seu primeiro e único mestre, e considerado o maior pintor realista do Irão.



Em 1999 graduou-se em Design Gráfico pela Universidade de Arte de Teerão.




Desde 1998 tem participado de diversas exposições onde se destacam A Exibição de Pintores Realistas do Irão e a do Museu de Arte Contemporânea.



Em 2000, casou-se e no ano seguinte, abriu um atelier de pintura Academy of Realist Art (ARA) Painting Studio onde começou a ensinar a arte de pintar, considerando os valores clássicos e tradicionais como domínio do traço, do espaço, da cor e da sombra.



Foi galardoado com o prémio William Bouguereau e o “Chairman’s Choice” na II Competição Internacional do Art Renewal Center.




Eu fiquei fascinada ao olhar as pinturas realizadas por este artista, pois parecem autenticas fotografias, são de um realismo incrível.

"A finalidade da arte é, simplesmente, criar um estudo da alma." (Oscar Wilde)


quarta-feira, outubro 25, 2017

A Pintora June Dudley


A pintora June Dudley cresceu no campo, perto da pequena cidade de Lola no Texas(EUA).





No seu rancho de cerca de 4.000 hectares, a vida de cowboy era vivida pela familia todos os dias. June acompanhou muitas vezes o seu pai nos trabalhos que eram necessários fazer, construir currais e cercas, enfardar feno, fazer desmatamento, caça, pesca, natação, ou montar cavalos durante todo o dia. Ela e a irmã eram "cowgirls" no seu rancho.





Adorava realizar todas essas tarefas e o seu amor à terra veio naturalmente traduzindo-se hoje nas suas pinturas.





Dudley preza os tempos, em que trabalhou na fazenda com o seu pai, cresceu valorizando o modo de vida do oeste, ficando guardadas no seu coração as memórias dessa altura.





Começou a pintar com cerca de 8 anos de idade. As suas primeiras inspirações vieram das visitas que fazia a casa de uma tia que era pintora.
A pequena artista ficava fascinada com os pincéis e tintas espalhados pela casa da tia e que eram ainda enormes para as suas pequenas mãos.





Quando começou a pintar era para ela um sonho tornado realidade, ela desejava com fervor ser um dia uma boa artista.





Conheceu o marido na faculdade, tendo-se casado muito cedo. Acabaram os seus cursos, o marido tornou-se treinador, e ela professora. O seu amor à arte ficou "suspenso" temporáriamente, pois era necessário ajudar a ganhar a vida, para criar os seus 3 filhos Mark, Marsha, e Craig. A arte nunca foi posta totalmente de lado, pois embora o tempo disponível fosse pouco, pintava sempre que podia e durante o verão. Depois de alguns anos a estudar com Bob Wygant e de 18 anos de ensino, os pais de June Dudley aposentaram-se e ela e o marido ficaram com a sua metade do rancho, que se encontra na familia há mais de 100 anos.





O voltar a viver no campo permitiu que deixasse de dar aulas e assim ter tempo para se dedicar integralmente à sua arte. Concretizou-se o seu desejo de se tornar uma artista em pleno direito.





O rancho é um local maravilhoso, onde a natureza reina. Possuí um lago atrás da casa e o estúdio está assim rodeado da vida selvagem, gado e cavalos, toda esta envolvente é fonte de inspiração da sua arte.





Tem uma forma maravilhosa de usar as cores, iluminação, temas, detalhes e pessoas. Todos as pessoas das suas telas, gravuras e cartazes são familiares ou amigos muito próximos.





Para June Dudley as suas pinturas são como paisagens poéticas. As suas cores são um pouco impressionistas e as suas cenas são realistas, por isso ela descreve o seu trabalho como realismo impressionista.





“As minhas pinturas vêm do coração. Deus me deu vontade, determinação e talento. A minha arte não é o que eu faço, é que eu sou, um pedaço da minha vida, um desejo em meu coração. Eu sou apaixonada por aquilo que pinto.” (June Dudle)





Já recebeu vários prémios, as suas pinturas mostram-nos o "seu" oeste, um pouco da sua vida, o seu amor pela terra que a viu nascer, elas refletem o romance e o encanto da natureza, que inspirou a alma da pintora. Através da sua arte conseguimos divagar pela beleza da vida rural do Texas.

Se gostou da arte desta incrível pintora e quer conhecer melhor, visite o seu Site Oficial: June Dudley




Fontes: www.junedudley.com/; www.somersetfineart.com/s-1284-dudley-june; outros net.

"Toda a obra de arte é uma personalidade. O artista vive nela, depois dela ter vivido longo tempo dentro dele." (Vargas Vila)

terça-feira, outubro 24, 2017

O charme e a beleza dos LEQUES





Os leques fazem parte da história e contam as histórias das culturas e dos indivíduos que os usaram.




Foram utilizados na moda, religião, batalhas, ou cerimónias. Eles são Arte, cultura, geografia e história, na mão de cada um.




O leque, é um objeto usado ao longo das grandes civilizações como o Egito, Assíria, Pérsia, Índia, China, Grécia e Roma, tendo sido utilizado como símbolo de poder, luxo e elegância.




Podem ser fabricados de diferente materiais e técnicas como o marfim, a madrepérola, o bamboo, a seda, a tartaruga, as madeiras perfumadas, as plumas, os tecidos e os papeis pintados em litografia aquarelada.




Contêm cenas de género galante, mitológicas, paisagens, flores, locais e muitas vezes retratam momentos históricos.




A armação do leque apresenta duas partes, uma interna e outra externa e é formada de varetas, sendo que as externas tem o nome de varetas mestras, e a da frente, a principal. As varetas mestras são geralmente mais ornamentadas do que as simples, em muitas vezes apresentam as iniciais da dona do leque. No "leque indiscreto", eram colocados pequenos espelhos que permitiam as damas ver a movimentação ao seu redor, sem serem vistas. A "folha" é a parte mais decorada do leque que podia ser feita com pinturas sobre tecido, papel, pergaminho, rendas, seda, etc, sendo geralmente ornamentadas com pinturas ou bordados com lantejoulas metálicas ou mesmo com fios de ouro ou prata.




Os leques mais antigos não podiam ser fechados e eram movidos pelos escravos, para refrescar os seus amos e resguardá-los dos raios solares. O uso cerimonial de tais leques remonta ao antigo Egito, e um exemplar foi encontrado no tumúlo de Tutankhamon.

Os primeiros leques chineses conhecidos são do II século aC. Os leques faziam parte do status social do povo chinês e eram reservados para os membros da corte real, só na dinastia Han (206 aC - 220 dC) é que eles se tornaram amplamente disponíveis entre a população geral. Os leques tornaram-se tão populares que na dinastia Jin (317-420 dC), o imperador proibiu de serem feitos de seda pois a quantidade manufaturada era tão alta que a produção de seda não conseguiria manter-se.




Durante a dinastia Song, artistas famosos, foram muitas vezes contratados para pintar imagens na superfície dos leques.




Os leques eram utilizados por homens e mulheres até a dinastia Ming, altura em que passaram a ser identificados como um acessório de moda feminino. Hangzhou era o principal centro de produção de leques.

No oriente os leques são muito utilizados nas danças típicas e geralmente são feitos de bambu com folha de papel ou pergaminhos.




Foi o Japão que inventou os leques dobrados tendo estes sido posteriormente levados para a China. No Japão os leques são oferecidos em ocasiões especiais, simbolizando amizade, respeito e boa vontade e são também um suporte importante na dança japonesa.




Os samurais no Japão utilizaram leques projetados para uso em guerra. Havia vários tipos de leques de guerra variando em tamanho, materiais, forma e uso. Uma das utilizações mais significativas era como dispositivo de sinalização.




As culturas asiáticas são particularmente conhecidas pelo uso deste acessório funcional. Os leques são utilizados tanto para resfriar o rosto como elemento decorativo.

Em Chiang Mai no norte da Tailância são manufaturados lindissimos leques, que são tradicionalmente decorados com paisagens e imagens muito coloridas.




Na Grécia antiga os leques foram usados pelo menos desde oséculo IV aC, como o comprovam achados em ruínas arqueológicas e textos antigos, sendo conhecidos sob o nome rhipis.




O mais antigo leque cristão na Europa foi o flabellum (ou leque cerimonial), que data do século VI. Eram leques grandes de penas de avestruz usados nos cortejos papais.  Durante a Idade Média o seu uso desapareceu na Europa ocidental, mas continuou nas Igrejas ortodoxas orientais e etíopes.





Foram reintroduzidos na Europa durante os séculos XIII e XIV provenientes do Oriente através das Cruzadas. Porém foi apenas no século XVI, quando os portugueses trouxeram os primeiros exemplares das suas colónias da Ásia, que se iniciou de fato a moda do seu uso na Europa.




A partir do século XVII tornaram-se um complemento indispensável à vaidade feminina, tornando um acessório de moda indispensável e um símbolo de status, invadindo salões e despertando paixões.




Desde meados do século XVIII, a França foi a principal fabricante de leques e adereços de luxo. Com o desgaste ocasionado pela Revolução Francesa na produção deste tipo de produto, entram no mercado, importados pela Inglaterra, os leques orientais.




Estes eram confeccionados em charão, sândalo ou marfim e traziam geralmente estampas de caráter bucólico e cenas de vida cotidiana. Após a ascensão de Napoleão Bonaparte ao trono francês, a vida na corte toma outros rumos e a produção dos artefatos de luxo revigora-se.




Neste período os leques, bem como a moda por completo, inspiram-se nos ideais clássicos, com cenas de faunos e bacantes, e nos modelos napoleônicos.




• Madame de Stäel, uma dama da sociedade francesa, disse certa vez que “Há tantos modos de se servir de um leque que se pode distinguir, logo à primeira vista, uma princesa de uma condessa, uma marquesa de uma routurière (tipo de plebeia). Aliás, uma dama sem leque é como um nobre sem espada.”




No contexto de luxo e sedução do século XIX surge a "Linguagem do Leque". Esta era um complicado sistema de posições e gesticulações que possibilitavam as damas comunicar e flertar, muito discretamente.

Alguns exemplos da linguagem dos leques:

• Abrir todo o leque: espere por mim.
• Segurar o leque na mão direita e em frente à face: siga-me.
• Abrir todo o leque: espere por mim.
• Tocar o leque na face direita: sim.
• Tocar o leque na face esquerda: não.



A Espanha tem sido uma grande promotora de leques cheios de cor, com cenas do seu folclore, das touradas, com lindas flores, mulheres espanholas dançando as suas tipicas danças com mantilhas e com leques (abanicos).




Os leques dobráveis entraram em Espanha no século XVI. No século XVIII havia em Madrid muitos criadores conhecidos de leques, mas destacava-se o francês Eugenio Prost. Este tinha chegado a Espanha sob a proteção do conde de Floridablanca. Durante este período, Valencia foi reconhecida como o principal centro de produção de leques.




Com o passar dos séculos, os leques outrora utilizados por faraós, samurais e damas da sociedade foi caindo em desuso, mas penso que ainda tem algumas seguidoras, como eu, por exemplo, que gosto deles pela sua funcionalidade de nos arrefecer quando está calor e por serem arte em forma de elegância, charme e beleza.




Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.handfanmuseum.com/exhibits-chinese.html; http://www.lands-faraway.com/fans-collector.htm; http://www.asie-art-deco.com/; http://www.allhandfans.com/; outros




"A finalidade da arte é, simplesmente, criar um estudo da alma." (Oscar Wilde) 
 
 
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