sexta-feira, novembro 18, 2016

Arte nos Campos de Arroz do Japão


"A arte é um instante de eternidade e perfeição." (V. Avelino)

Hoje apresento como é possível fazer arte com uma combinação perfeita de imaginação e agricultura.


A vila rural de Inakadate, na província de Aomori no Japão, é uma das mais conhecidas onde os agricultores criam este tipo de arte, nos seus campos utilizando arroz vermelho e outros tipos de arroz para formar os diferentes tons encontrados nas suas obras.


Esta arte iniciou-se em 1993 como um projeto de revitalização local.


Os desenhos, cores e efeitos de "pintura" são conseguidos através da utilização de diferentes variedades de arroz, que são estratégicamente dispostos e semeados em campos de arroz irrigados.


Os agricultores delineiam os contornos utilizando o arrozeiro roxo e amarelo Kodaimai junto com as suas folhas verdes de Tsugaru, uma variedade romana, para criar estes padrões de cor.


Quando chega o verão e as plantas crescem, as ilustrações detalhadas começam a emergir, mostrando obras lindissimas.


Junto ao arrozal vê-se o cuidado que tiveram ao plantarem milhares de pés de arroz.


Não é possível ver os desenhos ao nível do solo. Os visitantes têm de subir à torre de castelo do município para obter uma visão ampla da obra. 


Vistos do alto, os campos de arroz revelam lindos e gigantescos quadros, que demonstram o domínio e arte dos agricultores artistas.


Em Setembro é a altura da colheita, no próximo ano mais imagens fabulosas serão criadas.

Fontes e Fotos: email recebido e pesquisa na Net


"A arte vence a monotonia das coisas assim como a esperança vence a monotonia dos dias."(G. K. Chesterton)

quarta-feira, novembro 16, 2016

O Pintor Louis Aston Knight


Louis Aston Knight foi um artista franco-americano conhecido pelas suas pinturas de paisagens.




Filho do artista norte-americano expatriado Daniel Ridgway Knight, nasceu em Paris em 1873.




Foi criado e educado na Europa, tendo frequentado a Escola Louis Chigwell na Inglaterra para a sua educação em artes liberais, iniciou a sua formação artística, sob a orientação de seu pai. Mais tarde, estudou formalmente, com os grandes pintores franceses Romântico, Robert-Fleury e Jules Lefebvre.




Aston Knight exibiu o seu primeiro trabalho no Salão de Paris em 1894 iniciando aí uma brilhante carreira.




Os seus temas preferidos eram as casas e jardins nas cidades vizinhas da sua casa em Beaumont-le-Roger.




Ficou particularmente impressionado com os jardins de Monet, e esforçou-se por cultivar um jardim tão bonito como o do mestre. Knight premiava todos os anos os camponeses vizinhos que mantinham os mais bonitos jardins, garantiu-lhe isso excelentes modelos para as suas pinturas.




Entre os seus muitos prémios, ganhou uma medalha de Bronze na Exposição Universal de Paris em 1900, uma menção honrosa no Salão de Paris em 1901, uma medalha de ouro em Lyon em 1903, uma medalha de ouro em Genebra e em Nantes em 1904 e medalhas de ouro nas Salão de Paris em dois 1905 e 1906, o que lhe valeu o título de Hors concours como o primeiro americano a ganhar duas medalhas de ouro no Salão em dois anos consecutivos.




Casou com Caroline Ridgeway Brewster na casa do senador Joseph Sherman Frelinghuysen, Sr. em Raritan, Nova Jersey, em 1907.




Aston Knight tornou-se conhecido pela sua arte e viajou para os Estados Unidos muitas vezes, pintando cenas em Nova York, Flórida e Califórnia. Em 1911, Knoedler e Co. realizou uma exposição com as suas paisagens dos EUA e de França.




Em 1922, o Presidente Warren G. Harding comprou a Aston Knight o quadro intitulado “The Afterglow”, para pendurar na Casa Branca.




Knight, foi feito Cavaleiro da Legião de Honra, em 1924, tornando-se oficial em 1928 e, comandante em 1934. Faleceu em 1948.




Muitos dos seus trabalhos tiveram reconhecimento internacional e estão alojados em coleções de arte espalhadas por todo o mundo, incluindo: o Museu do Luxemburgo; Musée des Colonies, Paris, o Museu de Belas Artes, Toledo, Ohio e do Museu Delgado, New Orleans.




Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.rehsgalleries.com/; outros net




“A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de rima plástica.” (Pablo Picasso)


terça-feira, novembro 15, 2016

A arte Chinesa de trabalhar Jade


A arte chinesa reverência a beleza e a serenidade tendo a cultura chinesa procurado sempre, através das suas realizações artísticas, a harmonia e equilibrio com a natureza e com o universo.




A China tem a mais longa tradição cultural do mundo, com uma história contínua de mais de 3.000 anos. Um dos materiais mais utilizados e valorizados pelos chineses é o Jade (yu), "O ouro tem valor; o jade é inestimável", ditado chinês.




O jade tem sido utilizado em praticamente todos os períodos da história chinesa e, geralmente, está de acordo com o estilo de arte decorativa característica de cada período.




As primeiras peças de jade do Período Neolítico, eram bastante simples e sem adornos, a partir das dinastias Shang (18 a 12 século aC), Zhou (1111-255 aC) e Han(206 aC - 220 dC), as peças começam a ser mais trabalhadas sendo elaborados animais e outros motivos decorativos característicos da época.




No início da sua utilização, foi-lhe atribuido um valor sobrenatural e mágico e dotou-se de um conteúdo simbólico muito profundo que girava em redor dos conceitos de pureza, poder e imortalidade.




Adquiriu um significado social simbólico e passa a representar o poder político, os rituais , a virtude e a moralidade.




Encontrado nas montanhas e leitos dos rios, os chineses consideram que o jade é " a essência do céu e da terra ". Desde as primeiras dinastias chinesas até os dias atuais, há depósitos de jade em vários locais da China, como na região de Khotan na província ocidental chinesa de Xinjiang, Lantian, Shaanxi. Encontra-se jade branco e nephrite verde em pequenas pedreiras e ao longo dos rios a norte da Cordilheira Kuen-Lun até à área do deserto Takla-Makan. Yangzhou é uma das áreas mais famosas da China para a produção de jade.




O Jade (nome dado a dois minerais, nefrita e jadeíta ), apresenta uma grande variedade de cores (castanho, acre e verde, cinzento ou branco azula- muito profundos) sendo a pedra verde a mais conhecida e a mais valiosa também.




Embora não sendo fácil a técnica de trabalhar com jade, ele era para além da cor apreciado também pela sua dureza, textura, matizado, transparência, brilho, sonoridade e suavidade de tacto.



O jade encerra cinco virtudes: o amor no brilho, a verdade na transparência, a sabedoria na sonoridade, o valor na sua dureza e a justiça pela sua suavidade.




Os orientais tornaram-se mestres na arte de esculpir jade.




O jade é utilizado em talhas de diversas formas, como flores, animais ou pequenas representações arquitectónicas, as quais aproveitam as mudanças de cores das distintas partes de pedras.




A beleza da matéria prima jade é realçada através de uma hábil escultura. Os artistas projetam as suas peças de acordo com as características da pedra. Eles realçam as cores e esculpem altos e baixos relevos criando esculturas tridimensionais, objectos e seres que parecem animados.




É amplamente usada em esculturas delicadas, jóias, em pagodes, copos ou vasos. Os temas e assuntos das esculturas de jade torna-os não apenas em lindissimos objetos de arte, mas também em expressões da cultura chinesa.




Para colecionadores, bem como para os amantes de jóias, o jade é uma pedra preciosa fascinante.

Fontes: Wikipedia; http://www.travelchinaguide.com/; http://asiarecipe.com/; http://arts.cultural-china.com/; outros

"A arte é a assinatura da civilização." (Beverly Sills)

terça-feira, novembro 08, 2016

Arte em papel - Esculturas de Allen e Patty Eckman


A arte de fazer esculturas com papel utilizada por Patty e Allen Eckman, existe desde a década de 1950, porém este casal foi mais longe e conseguiram desenvolver e aperfeiçoar um método muito próprio.


A sua técnica é diferente da utilizada com artesanato de papel maché.



Para criar as suas esculturas de papel, utilizam uma mistura de massa de papel (celulose) e ácidos. Essa mistura é moldada em moldes de argila que eles mesmo fazem, usando as esculturas originais. Aplicam então pressão a vácuo sobre o molde para extrair toda a água e iniciam o trabalho de finalização esculpindo os mínimos detalhes de cada peça.



As obras de Allen retratam aspectos da vida dos indígenas americanos.




Já Patty, além da cultura nativa, tem um grande interesse na vida selvagem, pássaros e flores.



As peças são todas brancas e cheias de espiritualidade. Um trabalho surpreendente.




É preciso uma grande quantidade de tempo e experiência para criar cada peça. Algumas obras são tão minuciosamente detalhadas, que podem levar vários meses para ser concluídas.




Se pretender conhecer melhor a arte dos Eckman poderá visualizar mais sobre o seu trabalho, consultando o site oficial http://www.eckmanfineart.com/.

As suas esculturas são obras de arte absolutamente fantásticas. Faça uma visita pois vale a pena!



"Toda a obra de arte é uma personalidade. O artista vive nela, depois dela ter vivido longo tempo dentro dele." (Vargas Vila)
Topo