12/05/2017

0 A arte de Josephine Wall


Josephine Wall é uma talentosa artista que nasceu em Farnham, Surrey, Inglaterra, em 1947.




Desde a infância, Josephine sempre teve uma paixão pela luz e cor, fantasia e histórias visuais.




Imagens encantadoras e detalhadas circulavam livremente na sua imaginação numa cascata interminável de idéias.




Estudou artes plásticas no Colégio Bournemouth e o seu primeiro emprego após sair da faculdade foi na Olaria Poole, onde pintou os dinâmicos e coloridos desenhos das mercadorias Delphis.




Além do seu amor principal pela pintura, ela direciona as suas energias criativas em figuras de cerâmica, escultura e vitrais.




As suas pinturas são principalmente influenciadas e inspiradas no talento ilustrativo de Arthur Rackham, bem como na arte de artistas surrealistas como Magritte e Salvadore Dalí, e no romantismo dos pré-rafaelitas.




É especialista em imagens místicas, surreais onde a fantasia e a cor as torna encantadoras.




Sereias, as profundezas do oceano, lindissimas deusas, cavalos-marinhos a nadar entre uma miríade de peixes e acompanhados por golfinhos brincalhões, flores deslumbrantes, borboletas, todo o encanto e magia da natureza, num mundo encantado. Uma viagens de fantasia pelo mundo do sonho.




Algumas das suas obras foram expostas em Teerão e Tóquio em 1974 e a sua primeira exposição individual ocorreu no ano seguinte em Swindon.




Josephine e os seus quadros foram objecto de um programa especial de televisão, em 1990. Depois de uma visita à Feira da Primavera, em Birmingham, em 1993, ela assinou contratos com empresas na Grã-Bretanha e Suíça para publicar o seu trabalho como gravuras, cartazes e cartões para distribuição mundial.




Em 1998, cinco das suas obras originais foram selecionados para uma exposição na galeria London's Mall, intitulada "A Arte da Imaginação".




Em 2004 realizou a sua primeira exposição em Nova York Art Expo e no ano seguinte no mesmo local foi lançado o seu primeiro livro “O Mundo da fantasia de Josephine Wall".




Josephine trabalha principalmente com tinta acrílica, o que lhe permite pintar rapidamente e criar muitos efeitos texturizados e coloridos.  As suas pinturas levam em média 2 a 4 semanas, dependendo do tamanho e tema.




Reside com o marido, na zona costeira de Dorset em Wisteria Cottage, trabalhando num estúdio construído propositadamente sótão da casa. Josephine está convencida de que o trabalho sob o telhado em forma de pirâmide é uma fonte de vibrações inspiradoras, auxiliando a sua criatividade!




Afirma que grande parte da inspiração para suas imagens místicas vem de sua estreita observação da natureza e do seu interesse na sua preservação.

Tenta transmitir frequentemente na sua arte uma mensagem e cada imagem é uma viagem ao mundo mágico de sua própria imaginação.

Visitem o site oficial dessa fantástica artista: JosephineWall

Fotos e Fontes: Wikipedia e http://www.josephinewall.co.uk/





"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma." George Bernard Shaw
 
 
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08/05/2017

0 A arte nos Relógios de Bolso




Os relógios de bolso antigos sempre me fascinaram. Lembro-me de quando ir passar férias, ver em casa do meu avô paterno, uma caixa cheia de antigos relógios que já não trabalhavam, mas que ele continuava a guardar. Adorava quando ele deixava que eu lhes pegasse podendo-os assim, observar na minha mão. Hoje vamos divagar pela beleza e arte dos relógios antigos.




O relógio é utilizado como medidor do tempo desde a Antiguidade, em variados formatos. É uma das mais antigas invenções humanas. 




Os primeiros relógios só tinham um ponteiro, o das horas, o ponteiro dos minutos apareceu no final do século 17. Eram utilizados presos à roupa ou usados numa corrente ao redor do pescoço.




O rosto do relógio não estava coberto com vidro, mas geralmente tinha uma tampa de latão articulada, muitas vezes decorativamente perfurada com grades para que o tempo pudesse ser lido sem abertura.  





Os primeiros relógios utilizados foram os relógios de bolso.




Eram muito raros e tidos como verdadeiras joias, pois poucos tinham o privilégio de ter um. Os relógios de bolso eram símbolo da alta aristocracia. 




Foi por volta de 1504, que Peter Henlein, na cidade de Nuremberga, fabricou o primeiro relógio de bolso, denominado pela forma, tamanho e procedência, de Ovo de Nuremberga. Até ao final do século, houve uma tendência para relógios de formatos incomuns em forma de livros, animais, frutas, estrelas, flores, insectos. ou cruzes. 





Os estilos mudaram a partir do século 17 e os homens começaram a usar relógios de bolso em vez de pingentes, tendo este estilo permanecido nos relógios de mulher até ao século 20. 





Para caber no bolso, a sua forma evoluiu para a forma típica pocketwatch, arredondado e achatado, sem bordas afiadas. Foi utilizado o vidro para cobrir a face do relógio por volta do inicio de 1610. 




Os relógios de bolso (ou pocketwatch) tinham, geralmente, uma cadeia em anexo, que lhes permitia ser presa a um colete, lapela ou cinto, para impedir a sua queda. Os relógios das mulheres eram normalmente mais decorativos sendo frequentemente decorados com pedras preciosas, prata ou possuindo lindos pingentes.




Até a segunda metade do século 18, os relógios eram artigos de luxo, estando altamente valorizados.





Os séculos séculos 18 e 19 foram alguns dos mais importantes períodos iniciais no design de jóias, nomeadamente de relógios.  





A era vitoriana foi a altura do romantismo, prosperidade e sentimentalismo, temas que se traduziam para os projectos de jóias do dia-a-dia.




Os relógios de bolso foram o tipo mais comum de relógio até aos relógios de pulso se tornarem populares após a I Guerra Mundial.

Fontes e Fotos: Wikipedia;email recebido; outros net.


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26/04/2017

0 Pintor Jesus Helguera





O pintor e ilustrador Jesus Enrique Espinoza Emilio de la Helguera, nasceu em 28 de maio de 1910, em Chihuahua, México.




Filho de Alvaro García de la Helguera, um imigrante espanhol e Espinoza Maria Escarzaga, passou a sua infância na Cidade do México e mais tarde em Veracruz.




Aos sete anos, o jovem Helguera deixa o México com a sua família devido à tumultuosa Revolução Mexicana, estabelecendo-se em Espanha.




Um artista talentoso, Jesus foi incentivado pelo seu professor de escola primária a ter aulas de arte.




Começou aos nove anos a aprender como pintar paisagens e mapas.




Gostava do ar livre, natureza e vida selvagem. Era um estudante aplicado e levava muito a serio a aprendizagem da arte de pintar.





Dedicava parte do seu tempo a visitar galerias e museus de arte de arte em Espanha. Aos 12 anos de idade, frequentou a Escola de Artes e Oficios.




Com 14 anos foi admitido na Escola Superior de Bellas Artes e mais tarde frequentou a Academia de San Fernando, tendo tido como professores Marcelino Santamaria, Benedito Manuel Romero e Julio Torres, entre muitos outros.




Desenhista e pintor, com apenas 18 anos tornou-se professor ensinando arte em Bilbao, dedicando-se também a fazer ilustrações em livros e revistas.





O seu modelo favorito e inspiração para muitas das suas pinturas históricas era a sua esposa Julia Gonzalez Llanos, natural de Madrid, de quem teve dois filhos.





Foi pintada vestindo tradicionais trajes rurais mexicanos com xaile, vestidos populares de cores vibrantes, em situações vulneráveis ou como mulher sensual, como indígena ou ainda como deusas asteca.





Com a eclosão da Guerra Civil Espanhola, Helguera, optou por voltar ao México com a sua família.





Retornou para Veracruz local onde tinha vivido quando era menino. Gostava da diversidade da paisagem com rios, lagos e montanhas.




Após a sua chegada ao México, foi contratado pela empresa Cigarrera la Moderna, uma empresa de tabaco, para produzir os seus calendários, impressos pela editorial Imprenta Galas do México, empresa que ainda mantém na sua posse várias pinturas originais.




Passou algum tempo lendo e aprendendo sobre a história mexicana. Tinha um fascínio muito especial pela mitologia asteca. A sua pintura mais reconhecida é a "A Lenda dos Vulcões" (1940).




Esta imagem foi reimpressa em calendários que foram distribuídos em grandes quantidades por todo o México. Jesus desenvolveu outras imagens semelhantes para calendários como o "Arqueiro Celestial" e "Grandeza Aztec".
 



Jesus Helguera pintou e ilustrou para diversos clientes, até ao seu falecimento em 05 de dezembro de 1971.





Em 1980 com a exposição do seu trabalho no Museo de Bellas Artes, que foi aberta pelo presidente do México, foi finalmente dado a Helguera o seu devido valor, passando a ser considerado como um dos mais importantes pintores mexicanos.

Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.tumblr.com/; http://www.sullivangoss.com/jesus_Helguera/; http://q-vomagazine.com/jesushelguera.html; http://doinab.blogspot.com.br/2012/01/jesus-helguera-1910-1971-pictor-spaniol.html; outros



"A arte vence a monotonia das coisas assim como a esperança vence a monotonia dos dias." (Gilbert Keith Chesterton) 
 
 
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